Projeto
Projeto: Digitalização do Acervo Videográfico de José Iramar da Silva
(Projeto Executado e Acervo Disponibilizado em Plataforma Digital)
Apresentação do Projeto
O Projeto de Digitalização do Acervo Videográfico de José Iramar da Silva foi realizado com êxito e consistiu na preservação, organização e disponibilização em formato digital de um importante conjunto de registros audiovisuais originalmente armazenados em fitas VHS. Atualmente, todo o acervo encontra-se digitalizado, organizado e disponível em formato virtual, hospedado em um site próprio, criado exclusivamente para funcionar como plataforma de memória e acervo digital.
O acervo reúne imagens históricas, culturais e educacionais de Porto Nacional e do Estado do Tocantins, incluindo eventos culturais, entrevistas, documentários, registros de comunidades tradicionais, terreiros de matrizes africanas, comunidades quilombolas e materiais relacionados ao Movimento Negro GRUCONTO.
A execução do projeto respondeu à urgência imposta pela obsolescência tecnológica do formato VHS e pela deterioração física das fitas, garantindo a preservação definitiva do conteúdo e sua democratização por meio do acesso digital. O site do acervo funciona hoje como um repositório de memória histórica e cultural, destinado à pesquisa acadêmica, ao uso educativo e à fruição cultural da comunidade em geral.
Objetivo Geral (Alcançado)
Digitalizar integralmente o acervo videográfico de José Iramar da Silva, transferindo-o do formato VHS para o formato digital, assegurando sua preservação, organização sistemática e acesso público por meio de uma plataforma online própria.
Objetivos Específicos (Executados)
-
Foi realizado o levantamento e a catalogação de 100% do acervo videográfico em VHS, com identificação de conteúdos, datas, temáticas e estado de conservação.
-
Todo o acervo foi digitalizado, com a conversão completa das fitas VHS para formatos digitais de alta qualidade.
-
Foram adquiridos os equipamentos necessários para armazenamento, organização e preservação dos arquivos digitais.
-
O processo técnico de digitalização foi executado por profissional especializado na área.
-
Foi criada uma plataforma digital (site próprio do acervo), que hoje hospeda e organiza todo o material, permitindo sua consulta pública.
-
A equipe foi capacitada para utilização dos softwares de catalogação, gerenciamento e manutenção do acervo digital.
Justificativa do Projeto (Concretizada na Prática)
A realização do projeto confirmou a relevância histórica, cultural e educativa do acervo de José Iramar da Silva. O material digitalizado tornou-se uma fonte fundamental para estudantes, professores, pesquisadores e para a comunidade em geral, ao documentar momentos essenciais da formação social e cultural de Porto Nacional e do Tocantins, como registros do Pontal, depoimentos de moradores antigos, manifestações religiosas de matrizes africanas, movimentos sociais, culturais e artísticos.
Com a digitalização e a criação do site próprio do acervo, foi superada a limitação de acesso imposta pelo formato VHS, hoje praticamente inutilizável. O acervo passou a estar disponível de forma permanente, segura e acessível, garantindo tanto a preservação dos originais quanto a ampliação do seu uso social.
A plataforma digital fortalece a educação patrimonial, valoriza a memória local, reforça a identidade cultural da população e democratiza o acesso à informação. O site permite que múltiplos usuários, em diferentes localidades, acessem simultaneamente o acervo, ampliando significativamente seu alcance e impacto cultural.
Inspiração e Motivação do Projeto
A execução do projeto reafirma o reconhecimento da importância histórica, cultural e social do trabalho desenvolvido por José Iramar da Silva, ativista cultural negro, videasta, músico, fotografo, diretor teatral e pesquisador da cultura popular e afro-brasileira.
Natural de Imperatriz (MA), José Iramar chegou a Porto Nacional no início dos anos 1980, integrando a COMSAÚDE e atuando intensamente na organização dos movimentos culturais e sociais do município. Foi fundador do Grupo Chama Viva – Cia de Teatro do Tocantins, do GRUCONTO, integrante do Grupo de Teatro Renascimento, idealizador da Via Sacra de Porto Nacional e formador do Grupo Teatral Arte-Fato, em Palmas.
Sua dedicação à documentação audiovisual da história de Porto Nacional, com ênfase nas comunidades quilombolas, nos terreiros de matrizes africanas e nas manifestações culturais populares, resultou em um acervo único. Após seu falecimento, em 11 de março de 2012, esse material tornou-se ainda mais valioso como patrimônio documental.
A digitalização e a criação do site do acervo concretizam a preservação de seu legado, garantindo que sua contribuição para a memória cultural do Tocantins permaneça viva, acessível e em permanente diálogo com as futuras gerações.
Ficha Técnica do Projeto (Projeto Executado)
-
Luciana Pereira de Souza – Historiadora e Coordenadora do Projeto. Responsável pela concepção, coordenação geral e articulação institucional do projeto.
-
Lucas Pereira e Silva – Auxiliar de Coordenação. Atuou no apoio logístico, organização e acompanhamento das etapas do projeto.
-
Leila Maria Azevedo – Historiadora e Assistente Administrativa. Responsável pelo controle documental, relatórios e gestão administrativa.
-
Cássio Renato Cerqueira – Técnico Especializado em Digitalização e Catalogação. Executou o processo técnico de conversão do VHS para formato digital e organização inicial do acervo.
-
Gabriel Pereira e Silva – Técnico em Informática. Responsável pela organização dos arquivos digitais, suporte tecnológico e desenvolvimento/manutenção do site do acervo.
O projeto contou ainda com a colaboração de ativistas culturais, pesquisadores, professores e estudantes da rede básica, Institutos Federais, Universidades e da sociedade civil.
Informações sobre o Acervo (Situação Atual)
O acervo de José Iramar da Silva, hoje totalmente digitalizado, constitui um dos mais importantes conjuntos de registros audiovisuais sobre a cultura portuense e tocantinense, com ênfase na história social, no movimento negro, nas comunidades tradicionais, nos terreiros de matrizes africanas e nas manifestações culturais populares.
Antes ameaçado pela deterioração física das fitas VHS e pela obsolescência tecnológica, o acervo encontra-se atualmente preservado em ambiente digital seguro e disponibilizado ao público por meio de um site próprio, que funciona como repositório de memória, pesquisa e educação patrimonial.
Assim, o projeto deixa de ser apenas uma ação de preservação e passa a ser também uma política concreta de acesso à memória, fortalecendo o patrimônio cultural e a identidade histórica de Porto Nacional e do Tocantins.